Grupo de Teatro Miguel Torga

 

Autores

 

Álvaro de Campos

(1890 – 1935)

Álvaro de Campos é um dos heterónimos mais conhecidos de Fernando Pessoa.

Nascido em Tavira, teve a educação de Liceu comum de sua época, posteriormente foi para a Escócia estudar engenharia mecânica, e depois engenharia naval. Em férias fez uma viagem ao Oriente onde escreveu o Opiário. Entre todos os heterónimos, Campos foi o único a manifestar fases poéticas diferentes ao longo de sua obra. Era um engenheiro de educação inglesa e origem portuguesa, mas sempre com a sensação de ser um estrangeiro em qualquer parte do mundo.

Começa sua trajectória como um decadentista (influenciado pelo Simbolismo), mas logo adere ao Futurismo. Após uma série de desilusões com a existência, assume uma veia niilista, expressa naquele que é considerado um dos poemas mais conhecidos e influentes da língua portuguesa, Tabacaria.

 

André Murraças

(1976 – )

Estudou Cenografia, acabando com Distinção o Master of Arts in Scenography da Hogeschool voor de Kunsten, em Utrecht, na Holanda.

Na área da escrita frequentou seminários com Jorge Silva Melo, David Harrower e Roxana Silbert. Na área da performance teve formação com William Forsythe, Thomas Lehmen, Jan Ritsema, Bojana Cvejic e Rebecca Schneider.

Foi encenador, intérprete, cenógrafo e dramaturgo de Um Marido Ideal, Pour Homme, Swingers, as peças amorosas e as palavras são o meu negócio/words are my business.

Escreveu ainda "Os Inconvenientes". Publicou a peça "O Espelho do Narciso Gordo", que está incluído na colectânea Jovens Escritores´03 (ambas editadas pela 101 Noites) e o seu texto Túlipas faz parte do primeiro número da revista Base.

 

Arthur Miller

(1915 – 2005)

Dramaturgo norte-americano, é considerado um dos grandes retratistas da América do pós-guerra. A sua escrita enquadra-se na linha do realismo social, escola de que é figura determinante. Influenciado pela obra de Henrik Ibsen, escreveu em 1947 a sua primeira peça “Todos os meus filhos”. Entre as obras mais conhecidas contam-se “A morte de um Caixeiro-Viajante” (1949, galardoada com o prémio Pullitzer) e “As bruxas de salém” (1955).

Na década de 50, Arthur Miller foi obrigado a depor perante o Comité de actividades anti-americanas. Recusando-se a revelar nomes de intelectuais comunistas, é declarado culpado por omissão. “As bruxas de Salém” foi o grito de “um homem que escreveu aquilo que sentia”.

A 10 de Fevereiro de 2005, Arthur Miller morre em casa de insuficiência cardíaca crónica.


SantarenoBernardo Santareno

(1920 – 1980)

Pseudónimo de António Martinho do Rosário, é considerado por muitos o maior dramaturgo português do século XX. Médico psiquiatra, formado pela Universidade de Coimbra,  destacou-se como escritor, primeiro na poesia, depois no teatro. Na escrita dramatúrgica, Santareno aborda diversos temas, alguns audaciosos e chocantes: a luta pela liberdade e dignidade humanas, a discriminação e alguns dos principais preconceitos da época, como a homossexualidade, o papel da mulher na sociedade, a moral religiosa, a virgindade, entre outros.

Das suas principais obras destacam-se: “A Promessa “ (1957), “O Crime de Aldeia Velha” (1959), “O Pecado de João Agonia (1961) ou “O Judeu” (1966).


Bernard Shaw

(1856 – 1950)

George Bernard Shaw foi um dramaturgo irlandês, nascido em Dublin, Irlanda, em 26 de Julho de 1856 e faleceu em 2 de Novembro de 1950 em Hertfordshire, Inglaterra.

Foi um dos mais importantes dramaturgos da língua inglesa, tendo também sido crítico literário e importante defensor do ideal socialista. Recebeu o Prémio Nobel de Literatura de 1925. Foi um autodidacta. Tornou-se escritor e jornalista, vegetariano e socialista, e passou a escrever peças para teatro. Exercendo a função de crítico literário e de artes, tornando-se muito conhecido. As suas peças de teatro mostrando a tragédia da pobreza, com humorismo e ironia desenvolveram o drama realístico em plena era vitoriana.

Era um idealista. Pensava transformar a Inglaterra em país socialista sem revolução mas através de uma depuração intelectual.

 

Corneille

(1606 – 1684)

Pierre Corneille foi um dramaturgo francês educado por jesuítas, licenciado em direito. Corneille é considerado o criador do teatro trágico francês.

A peça “El Cid” (1637) baseia-se no herói lendário espanhol do século XI. Corneille procurava nas suas peças um sentido de moralidade.

 

Federico García Lorca

(1898 – 1936)

Nascido numa pequena localidade da Andaluzia, García Lorca ingressou na faculdade de Direito de Granada, em 1914, e cinco anos depois transfere-se para Madrid, onde fica amigo de artistas como Luis Buñuel e Salvador Dali.

Concluído o curso, vai para os Estados Unidos e Cuba, correspondendo este período aos seus poemas surrealistas, manifestando o seu desprezo pelo modus vivendi americano. Expressa o seu horror com a brutalidade da civilização mecanizada nas imagens chocantes de Poeta em Nova Iorque (publicado em 1940).

Num dia de Agosto de 1936, sem julgamento, o poeta é executado com um tiro na nuca pelos nacionalistas, e o seu corpo é lançada na Serra Nevada. A caneta calava-se, mas a Poesia nascia para a eternidade - e o crime teve repercussão em todo o mundo, despertando por todas as partes um sentimento de que o que ocorria em Espanha dizia respeito a todo o planeta... foi um prenúncio da Segunda Guerra Mundial.

 

Frank Wedekind

(1864 – 1918)

Actor e dramaturgo alemão, caracteriza-se pela sua crítica à sociedade, nomeadamente no que respeita à abordagem da sexualidade, que é um tema recorrente nas suas obras, desde “Espírito da Terra” e “A Caixa de Pandora” até “O Despertar da Primavera”.

Bastante avançado para o seu tempo, abordou temas como o suicídio, masturbação, sado-masoquismo, homoeroticismo, e moralidade. Alguns dos seus trabalhos, como “Mine-Haha”, foram recentemente adaptados para filme, tendo recebido críticas bastante positivas.

 

Henrik Ibsen

(1828 – 1926)

Henrik Johan Ibsen foi um dramaturgo norueguês (1828-1906), conhecido como o criador do drama moderno pelas suas obras realistas, que abordam problemas psicológicos e sociais.

O seu olhar comprometido como temas como os direitos da mulher causaram espanto no seu tempo. Mas os temas sociais audaciosos são apenas um aspecto de valor de Ibsen como dramaturgo. O poder das peças de Ibsen está nos diálogos realistas, no suspense criado, e acima de tudo, na força das personagens. Henrik Ibsen levou ao teatro adaptações realistas da problemática social de seu tempo, criando obras nas quais as personagens são mais importantes do que o enredo.

Peças como “Casa de bonecas” (1879), “Os espectros” (1881), “o inimigo do povo” (1882), “A dama do mar” (1888) e Hedda Gabler” (1890) fazem parte da história do teatro moderno.

 

Jean Genet

(1910 – 1986)

Filho de uma prostituta, de pai desconhecido, foi adoptado por um casal de Morvan, na Borgonha.

Após abandonar a família adoptiva, Genet passou a juventude em reformatórios e prisões onde afirmou a sua homossexualidade. Enquanto compunha romances ou peças consagradas como "O balcão", "Os negros" e "Os biombos", criou uma mitologia pessoal marcada por escândalos, roubos e rixas. Coleccionou uma sucessão de amantes, que o acompanharam pelo mundo parisiense e conquistou a nata da intelectualidade europeia. Os seus primeiros trabalhos, "Nossa Senhora das Flores" e "O milagre da Rosa", chamaram a atenção de Jean Cocteau, mas foi através da influência de Jean Paul Sartre que ficou famoso.

Depois do suicídio de um de seus amantes e do amigo e tradutor Bernard Frechtman, ele próprio tentou matar-se. Genet atravessou a década de 60 colhendo frutos de sucesso dos seus romances, peças e roteiros. Mas, a partir dos anos 70 até a sua morte, em 1986, dedicou-se à defesa de trabalhadores imigrantes em França, assumiu a causa dos palestinianos e envolveu-se com líderes de movimentos norte-americanos.

Publicou as suas memórias no livro "Diário de um ladrão", onde narra as suas aventuras e andanças pela Europa, as suas paixões e os seus sentimentos.

 

Jean-Paul Sartre

(1905 – 1980)

Jean-Paul Sartre foi um filósofo, escritor e crítico francês do século XX. Militante de esquerda, representante do existencialismo, acreditava que, apesar de ser um intelectual, tinha a obrigação de desempenhar um papel ativo na sociedade. Recusou o Nobel da literatura em 1964.

Entre as suas numerosas obras, contam-se “Crítica da Razão Dialética” e “Anti-semitas e Judeus”.

 

Milan Kundera

(1929 – )

Kundera nasceu no seio da erudita família de classe-média do senhor Ludvik Kundera, um importante musicólogo e pianista. Posteriormente, também ele estudou musicologia. Influências e referências musicais podem ser encontradas através da sua obra, a ponto de se poder encontrar notas em pauta durante o texto.

O autor completou a sua escola secundária em 1948. Estudou literatura e estética na Faculdade de Artes da Universidade Charles mas, depois de dois períodos, transferiu-se para o curso de cinema da Academia de Artes de Espectáculo de Praga onde realizou as suas primeiras experiências em produção de scripts e direcção cinematográfica.

Em 1950, foi temporariamente forçado a interromper os seus estudos por razões políticas. Neste ano, ele e outro escritor checo - Jan Trefulka - foram expulsos do Partido Comunista checo por "actividades anti-partidárias". Kundera usou o incidente como inspiração para o tema principal de seu romance A Brincadeira, de 1967. Em 1956, Kundera foi readmitido no Partido Comunista. Em 1970, porém, foi novamente expulso. O autor, assim como outros artistas checos como Vaclav Havel, envolveu-se na Primavera de Praga de 1968. O período de optimismo foi destruído em Agosto do mesmo ano pela invasão soviética da Checoslováquia. Kundera e Havel tentaram acalmar a população e fazer frente ao totalitarismo comunista da União Soviética. Permaneceu neste intento até desistir definitivamente, no ano de 1975.

Vive em França desde 1975, sendo cidadão francês desde 1980. Os seus romances geralmente tratam de escolhas e decepções. Nos seus livros é recorrente a crítica ao regime comunista e à posterior ocupação russa de seu país, em 1968, quando foi exilado e teve a sua obra proibida na então Checoslováquia. Entre outros prémios, Milan Kundera recebeu, pelo conjunto da sua obra, o " Commom Wealth Award"(1981) e o " Prémio Jerusalém"(1985). A sua obra principal, " A Insustentável Leveza do Ser" ganhou em 1988 uma adaptação para o cinema, sob a direcção de Philip Kaufman e com Daniel Day-Lewis, e Lena Olin no elenco. Recebeu 2 nomeações aos Óscares e reconhecimento a nível mundial.

 

Molière

(1854 – 1900)

Moliére, pseudómino de Jean Baptiste Poquelin, foi o maior escritor de comédias de sempre.

Nasceu em Paris no ano de 1622 e aí morreu em 1673. A sua opção pelo teatro teve sempre a oposição da família, sobretudo do pai que lhe destinava a mesma ocupação da sua, criado de quarto no palácio real. Depois de finalizado o curso de advocacia, enveredou de imediato pelo teatro, esquecendo o exercício das leis. Das suas obras destacam-se os seguintes:”As Preciosas Ridículas”; “A Escola dos Maridos”; A Escola das Mulheres”; “Tartufo”, “O Avarento”; “O Misantropo”; “O Burguês Fidalgo”.

Moliére mostrou ser um grande observador das características da sociedade do seu tempo, retratando as fraquezas e as virtudes humanas e, sobretudo, as torpezas sociais e os ridículos da época.

Foi, sem dúvida, o grande criador da comédia de costumes, a ponto de ser vítima da inveja e de ter criado um clima de desaprovação, principalmente por parte da Igreja que lhe negou uma sepultura sagrada.

 

Nélson Rodrigues

(1912 – 1980) nelson

Nasceu no Brasil, em Recife, a 23 de Agosto de 1912.

Nélson Rodrigues iniciou a sua carreira jornalística em 1925, tendo apenas 13 anos, como repórter policial, no jornal dirigido pelo seu pai. Em 1929, o jornal publicou na primeira página uma notícia sobre um divórcio. No dia seguinte, a mulher do casal noticiado entrou na redacção do jornal e assassinou Roberto Rodrigues, irmão do autor, que também aí trabalhava. Nélson Rodrigues assistiu a tudo e ninguém conseguirá penetrar no teatro deste autor sem compreender como esta tragédia o marcou. A família entrou num luto profundo e o pai morreu cerca de 2 meses depois.

O teatro surgiu por acaso na sua vida. Enquanto procurava uma solução para a sua situação financeira, ao passar diante de um teatro onde se formava uma grande fila, pensou: porque não escrever teatro?

A sua carreira de dramaturgo iniciou-se então em 1941 quando escreveu a sua primeira peça, “A mulher sem pecado”. Em Janeiro de 1943 escreveu a sua segunda peça, “Vestido de Noiva”. Uma peça que exigia grande cenário e elevado custo, pelo que não foi fácil encontrar um director. Um director polaco aceitou encená-la. Oito meses de ensaios, oito horas por dia e a 28 de Dezembro de 1943, quando estreou, foi um sucesso estrondoso.

Escreveu um folhetim de jornal com 38 capítulos, “Meu destino é pecar”, sob o pseudónimo Suzana Flag. Elevou em muito as vendas do jornal. Usou este pseudónimo noutras ocasiões anos mais tarde, sempre com sucesso. “Álbum de Família” (1945) e “Senhora dos Afogados” (1948) sofrem censura federal e não podem ser encenadas. O autor luta para as libertar e, não conseguindo, escreve “Dorotéia” (1949), que muitos consideram a sua melhor obra.

Outras peças do autor incluem: “Perdoa-me por me traíres” (1957) em que Nélson Rodrigues participou representando Raul, “O Beijo no Asfalto” (1960), “Toda a Nudez Será Castigada” (1965), “Anti-Nélson Rodrigues” (1974) e “A Serpente” (1978), a sua grande e última peça.

 

Noel Coward

(1899 – 1976)

Noel Pierce Coward foi uma das figuras mais inovadoras e marcantes do mundo artístico do século XX, destacando-se como dramaturgo, encenador, actor, realizador, compositor e romancista. É considerado um artista do diálogo que se caracteriza pelo tom vivo, natural e incisivo.

Nascido em Teddington, Inglaterra, no seio de uma família de músicos, revelou cedo a vocação para o palco, onde se estreou ainda criança. Entre os seus grandes êxitos como autor e intérprete, contam-se "Hay Fever", "Easy Virtue", "Private Lives", "Design for living", "Tonight at 8:30", "Blithe Spirit" e, acima de todos, a peça histórica "Cavalcade". Destacam-se também, as revistas musicais "This year of grace", "Bitter sweet", "Words and Music" e, na sua carreira cinematográfica, as obras "In wich we serve" (nomeada para Óscar de melhor argumento) e "Brief enconter".

Noel Coward era sem dúvida, e acima de tudo, uma estrela.

 

Oscar Wilde

(1854 – 1900)

Oscar Fingal O'Flahertie Wills Wilde é considerado um dos maiores escritores do séc. XIX, nasceu em Dublin, filho de um médico e da escritora Jane Francesca Elgee, grande defensora do movimento da Independência Irlandesa.

Desde sempre se distinguiu, quer pelo seu ar de superioridade, quer pela sua forte personalidade, inteligência e temperamento anti convencional, sendo muito requisitado em todas as rodas literárias e nos eventos sociais. Nestes aparecia elegante e extravagantemente vestido, espalhando glamour e comentários por onde passava.

Foi um escritor de uma grande produção literária, chegando a ter três peças em cartaz ao mesmo tempo, facto ainda hoje inédito. Destas destacam-se “A Woman of No Importance”, “An Ideal Husband”, “Lady Windermere’s” e “The Importance of Being Earnest”. “O Retrato de Dorian Gray” é considerado a sua obra prima, tendo-lhe conferido ainda mais admiração e fama nos círculos literários.

A sua carreira de sucesso começou a desmoronar-se depois de ter sido alvo de um processo judicial conturbado, pelo qual foi condenado a dois anos de prisão. Depois de libertado, foi viver para França, onde acabaria por morrer na maior das pobrezas num quarto de hotel.

 

pinterPirandello

(1867 – 1936)

Luigi Pirandello foi um dramaturgo, poeta e romancista siciliano. Doutorado em Filologia Românica, pela Universidade de Bona (Alemanha). Iniciou a sua carreira como escritor em Roma e foi professor de Literatura Italiana. Recebeu o prémio Nobel da Literatura em 1934. Foi um grande inovador do drama moderno, com profundo sentido de humor e grande originalidade.

Na área da dramaturgia, destacam-se as obras “Assim é, se lhe parece” (1917), “Cada um a seu modo” (1923) e “Seis personagens à procura de um autor” (1921).

 

Rainer Werner Fassbinder

(1946 – 1982) nelson

Nasceu na Baviera em 1946, tendo morrido com 1982 com apenas 37 anos. Foi um dos grandes marcos do Novo Cinema Alemão. Génio provocador, de atrevimento estético e técnico únicos, entregava-se ao trabalho com disciplina e energia criativa, que contrastavam com a vida de excessos, escândalos e relacionamentos destrutivos em que se envolvia.

Durante a sua carreira, não só completou 44 projectos entre 1966 e 1982 (incluindo Berlin Alexanderplatz (1980), um filme com 15 horas e meia), mas também trabalhou como actor de cinema e teatro, cameraman, compositor, designer de produção, editor de cinema, produtor de cinema e administrador de teatro. Tendo feito, em média, um filme a cada 100 dias.

O seu primeiro filme foi O Amor é Mais Frio que a Morte (1969), mas o sucesso viria com As Lágrimas Amargas de Petra von Kant (1972), versão para o cinema da sua própria peça. Conta a história de uma famosa designer que se apaixona por uma adolescente ambiciosa que estava mais interessada em usá-la para se transformar numa modelo de sucesso. Grupos activistas homossexuais atacaram a obra, acusando-a de homofobia. Em 1974 venceu o prémio de Crítica no Festival de Cannes com O Medo Come a Alma e ganhou projecção internacional. Outro filme, considerado o seu maior sucesso, foi O Casamento de Maria Braun (1979), que retrata a ascensão e queda de uma mulher alemã na sequência da Segunda Guerra Mundial.

A condição humana, a homossexualidade, a solidão, o medo, o desespero, a opressão, as paixões, eram temas que abordava ousadamente. Questionava a moral e o papel dos outsiders na burguesa sociedade alemã do pós-guerra. Construía personagens carregadas de conflitos, intensas, incómodas.

A sua morte foi o reatrato perfeito da sua vida. Na noite de 10 de Junho de 1982, Fassbinder morreu horas depois de terminarem as filmagens de Querelle (adaptação do texto de Jean Genet) com uma overdose de cocaína. Não assistiu à polémica que o filme causou mundo afora. Foi encontrado com o guião inacabado de Rosa Luxemburg junto a si.

 

pinterStephen Adly Guirgis

(1965 – )

Stephen Adly Guirgis é um dramaturgo, roteirista, director e actor americano. É membro e co-diretor artístico da LAByrinth Theater Company de Nova Iorque. As suas peças foram representadas nos cinco continentes.

Destacam-se as obras “Jesus Hopped the 'A' Train” (2000), “In Arabia, We’d All Be Kings” (2007) e “The Last Days of Judas Iscariot” (2005), com as quais recebeu diversos prémios e nomeações.

 

Tchékhov

(1860 – 1904)

Anton Pavlovich Tchékhov nasceu em 1860, na cidade de Taganrog, no sul da Rússia. Morreu aos quarenta e quatro anos, ao fim de catorze anos de tuberculose.

Formou-se em Medicina em Moscovo, sustentando ao mesmo tempo a família - pais e cinco irmãos - com a publicação de numerosos contos humorísticos para jornais e revistas. Logo em 1887 ganhou o Prémio Pushkhin da Academia Russa e grande popularidade, com a sua segunda antologia de contos. Hoje mais conhecido como autor de peças de teatro tão marcantes como "As Três Irmãs" ou o "Tio Vânia" , obras da última parte da sua breve vida. Anton Tchékhov foi um dos escritores mais inovadores e influentes de sempre.

 

Tennessee Williams

(1911 – 1983)

Thomas Lanier "Tennesse" Williams nasceu em Columbus, Mississippi, em 26 de Março de 1911. Foi o autor teatral mais influente no pós-guerra.

Nas suas peças abordava a problemática da repressão sexual, racial e social nos Estados Unidos de um modo fundo e violento.

A influência das teorias de Freud sobressai na obra de Tennessee Williams; o criminoso e vil deu lugar ao neurótico e perverso.

 

 

 

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